sábado, 25 de julho de 2009

Em busca da felicidade!

A felicidade é o sentimento mais cobiçado pela humanidade. Todas as escolhas são feitas com o intuito de alcançar mais momentos felizes. Se você escolhe trabalhar ou largar o trabalho; ficar rico; estudar mais ou dormir mais; fugir de casa; ir morar nas montanhas; montar uma plantação de melancias geneticamente modificadas... Você só se decide depois de considerar qual escolha te fará mais feliz.

Mas afinal, o que felicidade é?

Não sei, às vezes até desconfio que exista. Não que eu seja um infeliz depressivo que vê desgraça em tudo, mas não consigo definir um sentimento chamado felicidade.

Talvez nada mais que bons momentos, risadas com amigos, esquecer da vida por alguns instantes, curtir um show, conhecer o mundo, montar uma plantação de melancias geneticamente modificadas... Mas tudo é momentâneo, nada disso dura muito, e, uma hora ou outra, você cai na real de novo, volta a rotina, recupera os problemas, as preocupações, esquece tudo isso.

Por isso não consigo acreditar na felicidade eterna. “E viveram felizes para sempre.” Bah! Que bobagem! Aliás, nem teria graça, uma vida inteiramente perfeita, sem problemas, sem desafios, sem metas.

Mas, no entanto, esse é o ideal para muitas pessoas, e pra tentar moldar esse mundo 100% feliz, que elas o disfarçam. Preferem acreditar num mundo de ficção, vivem numa realidade alternativa para, assim, apreciarem esse sentimento indefinível que chamam felicidade.

Uma vez que você é cego, você pode imaginar o mundo do jeito que lhe agradar. Mas uma vez que abre os olhos, não adianta mais fecha-los pois a verdade vai estar gravada na sua mente. E aí, ser feliz, fica um pouco mais difícil...

domingo, 5 de julho de 2009

A vida medieval ainda persiste!


Esse necessariamente teria de ser meu primeiro post pois ele é o fundamento para que todas minhas idéias e conceitos se desenvolvam. Acredito que todos os meus pensamentos expostos futuramente serão apenas uma conseqüência desse primeiro.

Afirmei no título que o estilo de vida medieval ainda retumbava na atualidade, agora me explico: No tempo do feudalismo existia uma enorme opressão da igreja católica que espalhava a ideologia de que é mais difícil um rico entrar no céu do que o Sílvio Santos fazer uma participação especial numa novela da Globo. Ainda diziam os santíssimos que a vida terrena devia ser de sofrimento, sem prazeres ou sorrisos e esse era o único caminho do paraíso.

Agora, mais de 500 anos depois, pouca coisa mudou.

De fato, hoje em dia há mais liberdade, o próprio fato de eu poder redigir esse texto já exemplifica uma grande diferença praquela época. Porém, muitas das religiões, senão todas, estimulam limites, regras e deveres aos seus seguidores que os privam de seus desejos pessoais.

O mistério do pós-vida amedronta a humanidade desde que o primeiro pensamento surgiu no homem pré-histórico e a promessa da salvação eterna é tentadora demais pra uma pessoa pensar duas vezes antes de fazer tudo que for preciso pra se livrar do fim de seus dias. Ainda se ameaçada com o fogo do inferno e a danação eterna, não há como não se sentir intimidado, abaixar a cabeça e obedecer.

Esse poder divino imensurável e inexplicável serve pra explicar todas as falhas humanas. É muito mais fácil falar que Deus não quis do que assumir os próprios erros, é mais fácil dizer que Deus tem um plano pra o futuro do que sentir-se com medo da próxima curva da vida. E por amenizar esses sentimentos que seriam fatais, que religião e humanidade sempre andaram juntos, um não poderia viver sem o outro.

E devido a isso, as igrejas cobram dos fiéis atitudes e perfis em troca da salvação. Regras formadas por humanos, por vários humanos, milhares de religiões cada uma com seu costume e suas crenças. Cada uma com o próprio jeito de ver o universo sempre com extrema convicção. Além de sua doutrina ser a correta, todas as outras são erradas e levam à perdição.

Agora a pergunta que eu me faço:
É notável que uma pessoa religiosa se sente bem com suas crenças, tem sempre alguém a quem recorrer nos piores momentos e tem sempre uma motivação extra pra ansiar o amanhã. Mas é possível conseguir ter uma pitadinha de fé considerando os argumentos acima verdadeiros?